Sobre a Gestão Ambiental

reciclagemOs desastres ambientais causados nas décadas de 1970 e 1980 provocaram um dramático crescimento da conscientização ambiental no mundo; em 1990, milhões de pessoas de todo o mundo se reuniram no Dia da Terra para "salvar" o planeta.

É importante lembrar que os danos ambientais causados pelas catástrofes que ocuparam as manchetes nestes últimos anos são pequenos, se comparados aos danos cumulativos, na maioria das vezes imperceptíveis, provocados por uma grande quantidade de poluentes menores.

 

Nós vivemos num ecossistema no qual os recursos são limitados, mas cujo crescimento é ilimitado, e onde os recursos existentes são fortemente interrelacionados e interdependentes.

 

É a natureza cíclica dos fluxos de materiais que garante sua sustentabilidade. Alguns organismos usam a luz do sol, a água e os minerais para crescer, enquanto outros consomem os primeiros e produzem resíduos. Estes resíduos, por sua vez, servem de alimentos para outros organismos, alguns dos quais convertem os resíduos em minerais que são usados por produtores primários, etc... formando uma complexa rede de processos na qual qualquer elemento produzido é consumido por algum organismo para alimentar seu próprio metabolismo.

 

De maneira análoga, o uso de recursos limitados para as atividades humanas (indústria, agricultura, infra estrutura urbana, etc.) deve ser pautado na natureza cíclica dos materiais e nas perdas irreversíveis associadas aos fluxos energéticos, para poder atingir um desenvolvimento sustentado.

 

O objetivo de uma Gestão Ambiental adequada é modificar a forma de operar dos sistemas de produção e consumo, indo do modelo linear para modelos cíclicos, ou semi-cíclicos. São requeridas reconfigurações nos processos produtivos, nos produtos gerados, bem como nos padrões de consumo.

 

O papel fundamental de um sistema de Gestão Ambiental é procurar medidas corretivas para o tratamento e a disposição de resíduos gerados, enfatizando a aplicação de tecnologias que permitam reduzir os efeitos dos poluentes através de tratamentos físicos, químicos, biológicos e térmicos; é sobretudo procurar medidas preventivas para reduzir a própria geração de resíduos (sólidos, líquidos e gasosos).

O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve ser parte integrante do planejamento estratégico de uma organização, observando-se os seguintes princípios fundamentais:


Incluir a Gestão Ambiental dentre as prioridades corporativas.
Estabelecer um permanente diálogo com as partes interessadas, internas e externas à empresa.
Identificar os dispositivos legais e outros requerimentos ambientais aplicáveis às atividades, produtos e serviços da empresa.
Desenvolver o gerenciamento e comprometer-se a empregar práticas de proteção ambiental, com clara definição e responsabilidades.
Estabelecer um processo adequado de aferição de metas de desempenho ambiental.
Reservar os recursos financeiros e técnicos apropriados às metas estabelecidas por uma Gestão Ambiental adequada.
Implementar programas permanentes de auditoria do SGA, de forma a identificar oportunidades de aperfeiçoamento do próprio Sistema de Gestão Ambiental.
Promover a harmonização do SGA com outros sistemas de gestão empresarial, tais como: Saúde, Segurança, Qualidade, Finanças, etc....

Todas estas considerações levam à evolução da empresa, com responsabilidade, para a adesão às normas ambientais, estejam elas regulamentadas ou não. E estes são também os padrões éticos requeridos nos negócios como adequação às novas condições que parecem inevitáveis, e que enfatizam o gerenciamento ambiental.